Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
prazerdeviver.blogspot.com
Mudei a morada do blog, quem sabe se um dia não volto há antiga....
Dizem que não há amor como o primeiro... talvez sim... talvez não...
Agora para ler e saborear o Prazer de Viver, não precisa de gps basta ir até:
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Domingo, 4 de Fevereiro de 2007
Doce Inocencia inexplorada
Esquecer palavras,
Lembrar verdades,
Esconder olhares,
No meio de tantas falsidades,
Perdido na escuridão,
O rumo surge algures por entre as artérias da cidade,
Já não ha muito para dizer,
Falar baixo, pisar leve e caminhar devagar,
Um adeus prolongado...
A noite dorme em silêncio,
enquanto o sol surge meio embriagado,
Doce inocencia inexplorada,
Vadiagem desesperada
e a morte no outro lado da estrada,
No meio de um abismo incolor,
Frio, amargo e efervescente
Modernidade escondida
na incerteza dos efeitos do alcool, da musica e do amor...
PS:Feliz Natal para aqueles que acreditam que ele existe!
Desordem de palavras numa sociedade turva...
O tempo passa a correr, os momentos sucedem-se uns atras dos outros, viaja-se entre o aeroporto da melancolia e a gare do sucesso e meia duzia de recordaçoes embrulhadas em papel colorido....
Passamos por uma serie de fases alternando olhares por entre um jogo de diversas intensidades de luz, com base numa importancia relativa... encerramos relações e abrimos a janela em busca de um vento frio, arrefece as emoções. Um raio de sol de Inverno aquece o espirito e faz com que a vontade de continuar a caminhar seja cada vez maior...
Porém quando menos se espera apercebemo-nos de que as palavras escritas sem sentido no passado, sao os verbos do presente e os adjectivos do futuro. Abstraiu-me da realidade, fecho os olhos e sigo em frente, num eclipse da efervescencia da desordem procuramos o equilibrio numa epoca de instabilidades e incertezas, num trapézio sem rede entre ideias, sentimentos e pensamentos diversos, são as quimeras do dia a dia, os artefactos de uma boémia inerente ao tempo na qual a sociedade tenta iludir a presunção de que o "marketing" se apropriou da religião e as pessoas vivem extasiadas numa época de um Natal que tal como o tempo não parou e fez tudo por adaptar-se a uma sociedade cada vez mais superficial.
Desliga-se o som e t
ermina este jogo confuso e complexo da poesia... onde prima a existência sobre a essência...
Chuva da Vida
Entre a realidade e a ficção, fecho os olhos e viajo até uma aldeola perdida nos confins dos limites do Douro, não se vê vivalma só casebres de granito num daqueles dias de chuva intensa, aquela que não dá tréguas a ninguém!Ouve-se o ladrar de um cão que ecoa por todo lado, eu continuo o meu caminho, apesar de não saber ao certo para onde vou, pela rua da Igreja é que não vou, porque eu vivo a evolução, de preferência ao som de um samba, em especial aquele que um dia esse génio da língua portuguesa, Vinicius escreveu; “Mas que nada Sai da minha frente Que eu quero passar Pois o samba está animado O que eu quero é sambar Este samba que é misto de maracatu É samba de preto velho Samba de preto tú” .
O cão não para de ladrar e o sino começa a tocar num misticismo de ruralidade de vidas que nunca foram interrogadas, apenas serenamente vividas num Olimpo ainda e sempre desconhecido. O sino continua a tocar, pancadas cada vez mais lentas, profundas e graves, num tom monocórdico e repetitivo. Sinto mais longe o passado, a saudade essa sinto mais perto, é o sossego da razão, aquela que vive o presente com mais ou menos emoção. É como estar dentro de uma pele comprada em segunda mão, talvez um pouco curta nas mangas, (mas não se pode ter tudo) acho que tem haver com a forma como andas que te perde e seduz…
Enquanto isso a chuva ruma a outras paragens, o sino deixa de tocar, tu continuas a sambar por essas ruas seculares cheias de tristezas, magoas, alegrias e segredos. Riste de tudo o que te rodeia e também de ti próprio (saber rir de nós próprios é uma excelente virtude, porque a vida é uma peça completa; com cenas de drama, comédia e acção há de tudo para todos gostos!). Um raio de sol é motivo para eu acordar, logo agora que estava tão bem a sonhar, é tempo de levantar e continuar a vaguear algures entre a realidade e a ficção…
Na era do preservativo...
A universalidade da sexualidade é prova que esse “exercício milagroso”, presente desde as origens da sociedade, existe em todas as raças, religiões, épocas e idades, aparece desde os romances queirozianos às novelas lideres em audiências. Na arte é uma constante seja no cinema, na pintura ou na escultura, está ao alcance de todos, surgindo em abundância nos meios de comunicação como os jornais ou a Internet, passando pela publicidade até as anedotas mais simples e populares, atingindo a complexidade e a controvérsia de teorias como a de Freud (o qual insinuava que a sexualidade era uma manifestação da vida psíquica, que se desenvolvia em fases sucessivas). A omnipresença desta temática aparece em áreas tão importantes como a Saúde ou o Direito envolvendo subtemas de tal forma delicados e implexos como o aborto, a pedofilia, a violação, a sida, o adultério ou a homossexualidade e a forma como as sociedades encaram estas variantes.
A sexualidade começou a ser uma temática de relevo nos tempos da Grécia Antiga onde a homossexualidade era vulgarizada pela expressão “amor grego” é também dessa época que advém o termo “lésbica” ligado à ilha grega Lesbos, pátria da famosa poetisa grega Safo, a esta estavam associadas práticas escandalosas entre mulheres. Por sua vez a pedofilia, na actualidade considerado, um dos crimes de maior gravidade e geralmente associado ao tráfico de menores, era considerado como um rito de passagem da juventude para a idade adulta, traduzindo-se numa pratica iniciática na época de Platão. Apartir da Idade Media por acção da Igreja a sexualidade passa a ser considerada uma cultura de pudor, com base na defesa da castidade e do celibato, isto é à medida que ia havendo uma desvalorização da sexualidade ia se valorizando o amor conjugal e o sacramento do matrimónio, sendo o sexo visto apenas como uma forma de reprodução humana.
Com o surgimento da contracepção os valores da Igreja começam a ser postos em causa, mas é no princípio do século XIX que esses princípios são fortemente atacados com o aparecimento do divórcio, retirando á Igreja o papel fundamental que até ai exercera. No século XX o adultério ganha um fascínio social lado a lado com a ofensiva da pornografia e da celebre frase “peace and love” associada á ideia do amor livre. Ao mesmo tempo a homossexualidade e a sodomia vão sendo toleradas por certas minorias da sociedade ocidental.
A sexualidade é uma constante e queiramos ou não está presente em todo o lado, seja a sua base uma paixão intensa, um amor eterno, uma simples atracção física ou ate mesmo dinheiro.
Desde a poesia da sexualidade, vulgarmente designada por erotismo, passando pela arquitectura neo-clássica da sensualidade e chegando ao “heavy-metal” da pornografia, observando a arte de Afrodite de forma “sui-generis” o sexo é como a música, há sons que são universais e melhor ou pior todos cantam ou tocam o seu instrumento, seja num estúdio ou num palco. A musica é de todos e para todos, mas cada um sente de maneira diferente.
A sexualidade mistura-se em varias ocasiões com um sentimento bem mais complexo, o amor quando à atracção física acrescentamos o valor espiritual e psicológico. Sempre que essa essência está na base de encontros furtivos de origem emocional, cada pessoa lida com o risco à sua maneira, uns preferem relações duradouras onde impera estabilidade emocional, havendo por parte de ambas uma escuta tanto activa como passiva, onde existe uma vontade comum de adaptar-se da melhor maneira para que o entendimento seja o mais harmonioso possível evitando ao máximo discussões e outras complicações. Esta via tem como destino o campo do namoro, partilhando corpo e alma de forma prolongada onde vigora a responsabilidade e maturidade a par de uma paixão sólida. Quanto à origem do fim deste tipo de relacionamentos, acaba por ser em variadíssimas ocasiões a monotonia e o dia a dia rotineiro de quem as vive, é necessário inovar e variar sempre que a imaginação o permitir, noutras situações pode haver um sujeito da relação que parte em busca de novas experiências, na maioria dos casos com outras pessoas e nalguns poucos casos vai em busca do seu próprio espaço, reflectindo sobre si mesmo e a relação que está construindo diariamente, o respeito e o silêncio devem ser considerados mutuamente pois estes podem fazer com que se reacenda a chama da paixão.
Há também quem prefira as relações onde reina a efemeridade e onde o relevante é mais a atracção puramente física do que os sentimentos ou valores morais, é algo passageiro onde o importante é a intensidade com que se vivem aqueles momentos e não propriamente a sua durabilidade. São horas, noites ou semanas de prazer instintivo onde as diferenças estão num ou noutro pormenor se é que ele existe… muitos designam este tipo de relação de “fast-food” ou numa linguagem mais brejeira de “pastilha elástica” tal é a efemeridade do sabor deste tipo de relações. Numa linguagem literária, podíamos designar, uma "curte" como meia dúzia de linhas, uma amizade colorida como um parágrafo e um namoro como um capítulo ou mais, a tua vida é o livro do princípio ao fim…
Em comum todos estes tipos de relacionamentos têm o facto de ambos terem um inicio, meio e fim, que poderá ser em certas ocasiões mais incerto do que noutras, é difícil subir uma escada só de uma vez porque a incerteza esta sempre presente, mesmo havendo muita confiança temos a consciência que só conseguimos controlar algumas variantes. Se formos a observar de forma coerente a paixão e a sexualidade normalmente surgem quando menos se espera e se calhar nunca imaginamos vir a ter algum tipo de relação com aquela pessoa, porque as pessoas cruzam-se na vida umas das outras num jogo com resultado final incerto, porque em geral a parte emocional sobrepõe-se à racional, podemos afirmar que na maioria dos casos passa de raspão, mas quando bate, bate forte... A sexualidade e todos as suas variantes são sempre admiraveis ate ao momento em que tudo termina, o mar volta a acalmar o sol nasce de novo porque a fusão de corpos e a comunhão de almas é como a vida, termina todos os dias e recomeça no dia seguinte…
Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006
Deixa-me...
Deixa-me cantar o fado
Que eu quero sentir o meu corpo a teu lado
Deixa-me caminhar nas ruelas de Algés
Que eu quero confessar-me a teus pés
Deixa-me respirar o ar profundo
Que eu quero morrer no meu e no teu mundo
Deixa-me alcançar aquela chama
Que eu quero vaguear por entre as ruelas de Alfama
Deixa-me ouvir a tua voz
Que eu quero ficar contigo a sós
Deixa-me viver na noite escura
Que eu quero sentir a tua doce ternura
Agora lembro-me dos momentos de revolta
Da expressão nos teus olhos
Daquilo que nunca encontrei
Por tudo aquilo que já passei
Deixa-me ouvir o choro da guitarra
Que eu quero enfrentar a minha fúria com alma e garra
Nas ruelas de Lisboa beijadas pelo luar
Deixa-me acreditar no momento que há de chegar
Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006
Aroma de Arte

Toureio é sentimento
Verdade e dedicação
Aficion, dor, sangue e coragem
Arte com gloria e sofrimento
Fado e flamenco rasgam as paredes das tertúlias
Êxito, fracasso e ambição
Entre a cor, o brilho, a emoção e o som de uma praça
E o campo de um profundo silencio
Medo indescritível
Inexplicável sentido
Tourear é um momento único e efémero no qual perdura o aroma de uma misticidade de ouvir, ver e sentir três oles em cada muletazo
Sentimento boémio e melancólico na arte mais controversa de sempre, na qual ou se ama ou se odeia, mas queira-se ou não é um dos mais importantes ramos da cultura, expressão e tradição de um povo!
Quinta-feira, 3 de Agosto de 2006
Janela Indiscreta

Numa mera abstracção deste mundo ao qual estamos empregados, libertando com ingenuidade do tempo que nos conduz por esses caminhos mais ou menos conhecidos, entre ruelas de uma cidade cosmopolita e o atalho de uma praia desconhecida, o tempo vai controlando a incerteza do nosso sentido, da forma como deslocamo-nos perante rasgos de luz e sombra
Estamos perante uma janela indiscreta de um comboio, numa carruagem sentados a observar diversos movimentos que caracterizam as situações de um olhar. Antes e depois, o melhor de um conjunto de modificações tudo visto do lugar junto á janela indiscreta. Uns sentam-se ao pé de nós por uns momentos, mais ou menos intensos, de maior ou menor duração, de seguida levantam-se e partem para outra carruagem, outros ainda saem numa paragem intermédia anterior aquela que estava prevista, há quem esteja sempre na mesma carruagem, umas vezes mais próximo outras mais afastado mas está sempre lá, a sua presença de forma directa ou indirecta vai-se verificando essencial. Há ainda aqueles que nunca passam na tua carruagem ou ate mesmo no teu comboio, observas através da janela noutro comboio numa linha paralela á tua e quem sabe se algum dia não se cruzam?! Com tudo isso e muito mais, tu nunca deixas através dessa janela de forma indiscreta de observar o Mundo esse mesmo que para uns é uma obra mal feita, para mim do que uma obra em plena construção, há sempre uns retoques a dar, nem que seja na decoração
Daquela janela onde estas sentado, vais observar três fases importantes, complexas e em muitas ocasiões inexplicáveis, o passado, o presente e o futuro, a manifestação da vontade perante a importância para com aquilo que sentimos, tanto pode ser constante, como em plena mutação, ás vezes abstrais-te de tudo e concentras a tua atenção no som que o comboio faz ao percorrer os carris, um barulho metálico e estridente, uma pintura a preto e branco sem moldura, uma escrita sem palavras ou uma arquitectura de uma casa para viver e não para habitar. No desenrolar desta viagem o tempo vai-se alterando, umas vezes chove, outras faz um sol abrasador que aquece a tua janela de tal modo que tens de fechar a cortina, os olhos e esquecer que esta viagem tem um fim, com objectivos mais ou menos definidos
Como um dia disse Marguerita Yourcenar o nosso verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar de inteligência sobre nós próprios
Quarta-feira, 7 de Junho de 2006
Sunrise

I love the sunrise
When the shadows play
In the love light
When you close your eyes
Dont tell me lies
The words that i dont said
The songs that you dont listen
The love is strong like death
I can listen his voice and touch me
Come with me watch the moon
Feel the rhythm
Only in this night
Feel the freedrom
The best give of life
Sábado, 20 de Maio de 2006
Momentos

Porque a vida são momentos
De pequenos pormenores
De curtos instantes
São imagens que permanecem no tempo
Palavras, gestos e sentimentos que perduram na memoria
São uma mescla de alegria e amargura
Diluídos em vários acontecimentos, aventuras e acidentes
Porque a vida são recordações de momentos